A Mata do Jardim Botânico

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Transcrição
O espaço inicial do Jardim Botânico correspondia à cerca do antigo Colégio de S. Bento. No decorrer do tempo foi sendo ampliado. Da igreja do Colégio, demolida em 1932, subsistem vestígios importantes na Mata do Jardim. Correspondem sobretudo a fragmentos de pedra da abóbada da capela-mor e a elementos decorativos dos arcos das capelas laterais.
A mata é uma das maiores áreas verdes de Coimbra. Ocupa cerca de dois terços do jardim, ligando a Alta à Baixa da cidade, perto do rio Mondego. O património vegetal da mata é composto maioritariamente por árvores exóticas centenárias e vegetação em crescimento livre. Inclui também uma relevante coleção de eucaliptos, que resultou da intensa troca de plantas e sementes com jardins botânicos de todo o Mundo.
No topo, surge a casa de sombra denominada Estufa fria, construída nos anos 50 do séc. XX, para albergar flora de ambientes húmidos e sombrios. A estufa foi revestida a ripas de madeira para deixar circular o ar e filtrar a luz do sol e é atravessada por uma cascata mural e um pequeno riacho, condições favoráveis ao crescimento de uma coleção única que reflete a evolução do mundo vegetal.
Descendo, surge o deslumbrante bambuzal, com cerca de 1 hectare, plantado em 1890. O bambu-gigante é a espécie dominante desta floresta. Percorrendo este espaço encontramos a Capela de São Bento, casa de fresco que nos recorda a origem dos terrenos do Jardim, cedidos à Universidade pelos frades beneditinos. Na Mata também se plantou um pomar, com algumas das árvores de fruta mais comuns em Portugal.


