A História da Estufa Tropical

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Transcrição
A estufa tropical é um exemplo da arquitetura do ferro e do vidro, uma novidade do século XIX. É uma obra atualizada, com paralelos internacionais, em particular nos Jardins Botânicos de Kew, em Londres. Desejada por todos os diretores do Jardim Botânico, para poderem cultivar plantas de outros climas, foi finalmente projetada em 1854 pelo engenheiro Pierre-Joseph Pézerat. A estufa é fabricada e montada no local. Dada a complexidade deste processo inovador, vieram de Lisboa operários para este fim. Ficou pronta passados 11 anos.
De costas para a estufa descemos até ao patamar seguinte e observamos o quadrado central, espaço nevrálgico do jardim. Três portais e suas escadarias, construídos no final do século XVIII, dão-lhe acesso. Destaca-se, a Este, o portal dedicado a D. Maria I. O lado oposto faz fronteira com a mata.
O quadrado central que hoje observamos resulta da intervenção do Estado Novo, apostada em embelezar o jardim. O caráter decorativo sobrepôs-se ao interesse botânico, o que se vê na vegetação escolhida e na colocação de uma fonte no tanque central. Há outros exemplos do enobrecimento do jardim, como a estátua do diretor Júlio Henriques, encomendada para o patamar da entrada. A intervenção estendeu-se, porém, a outras valências, como a construção da estufa fria.


