Século XIX - Um Jardim de Estudo e de Lazer

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Transcrição

No início do séc. XIX, o Jardim Botânico era um projeto em grande medida por concretizar. O muro que cerca o jardim com os seus portais monumentais e boa parte dos patamares de organização do espaço são exemplos de obras deste século.

Embora inicialmente idealizado como jardim de estudo, no séc. XIX pretendeu-se também transformá-lo num espaço de lazer e abri-lo aos habitantes da cidade. Passa a convidar a entrar, porque o muro que cerca o jardim abre-se em intervalos regulares, através de janelas ou de gradeamento corrido. Passa a convidar ao passeio com alamedas que privilegiam um percurso pausado.

Acompanhando o muro pela nossa esquerda, encontramos outro portal. Projetado por Couto dos Santos Leal, só recebeu o portão de ferro em 1844, data inscrita no seu topo. Junto à fechadura lê-se o nome Manuel Bernardes Galinha. Os responsáveis pela serralharia artística, à semelhança de outras artes à época consideradas menores, são muitas vezes desvalorizados. Aqui o serralheiro deixou a sua assinatura. A estátua em frente, apresenta Avelar Brotero com o traje de professor. Reputado botânico português com prestígio internacional, assumiu a direção do jardim no fim do séc. XVIII.