A Escala e o Espaço Disponível

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Transcrição
Devido à importância simbólica do Paço das Escolas, nunca se ponderou a construção de instalações novas fora da Alta da cidade. No entanto, a amplitude do projeto colidiu, desde o início, com a falta de espaço disponível. A concretização do projeto implicou, por isso, extensas demolições e terraplanagens. A memória da destruição ainda é visível a partir da Praça de D. Dinis, na amputação do último arco do Aqueduto D. Sebastião. Foram demolidos mais de 200 edifícios, extinguindo-se uma zona residencial e comercial vibrante. Este processo traumático afetou profundamente a relação entre a universidade e a cidade. As pessoas desalojadas tiveram de ser transferidas para novos bairros de habitação, construídos para esse efeito em zonas, então, periféricas.
Os poucos edifícios preservados viram a sua escala reduzida. Alguns foram poupados intencionalmente, como o Colégio de S. Bento, junto ao Aqueduto. Outros sobreviveram porque a execução do projetou se arrastou, coincidindo com um tempo de maior contestação ao regime. É o caso dos Colégios de S. Jerónimo e das Artes, a norte da Praça, para onde se previa a construção de um hospital.


